STATCOUNTER
Um espaço para que pesquisadores nas Ciências Humanas discutam suas idéias, seus projetos, suas análises.
Tuesday, May 22, 2018
Thursday, March 08, 2018
A Independência de Raquel Dodge
Quando Raquel Elias Ferreira Dodge foi escolhida para comandar a Procuradoria Geral da República tive medo de que não fosse independente, de que estivesse a serviço do governo Temer.
Errei e me penitencio. Aliás, foi muito bom que eu estivesse errado. Já imaginaram o que seria uma PGR a serviço de Temer e seu governo?
Ufa!
GLÁUCIO SOARES IESP-UERJ
PGR,procuradoria,Raquel Dodge,independência de Raquel Dodge
Friday, February 09, 2018
Bons resultados com a enzalutamida
Uma equipe internacional analisou as vantagens em usar enzalutamida quando o tratamento hormonal não produz mais os efeitos desejados e o câncer começa a avançar. Esse medicamento só é usado legalmente nos Estados Unidos quando, além de indicação de que a terapia hormonal começou a falhar (ex.: crescimento rápido do PSA) e há indícios de metástase. Esses indícios são em parte um sofisma legal e metodológico nos casos em que houve prostatectomia porque o crescimento do PSA normalmente resulta da proliferação de células cancerosas em algum lugar do corpo (sem esquecer que esse corpo já não tem próstata). Não obstante, a detecção é, em boa parte, dependente do avanço da tecnologia. Há duas décadas, a metástase não teria que ser tão avançada quanto hoje para ser detectada. micro metástases serão corriqueiramente detectáveis em mais algum tempo. Essa questão me interessa particularmente porque agora talvez seja uma questão de pouco tempo até que a terapia hormonal perca seu poder. Quando as metástases acontecem, medicamentos como abiraterona e enzalutamida podem ser usadas, quando ainda não, não podem legalmente ser usadas nos Estados Unidos, ainda que haja dados que mostram que o uso enquanto não há metástase detectável tem muitos benefícios.
Quando ler artigos na área e encontrar a expressão “endpoints” saiba que estão tratando de objetivos. O tempo que o paciente passa até que apareça uma metástase é chamado de MFS (metastasis free survival). É uma mediana o tempo que leva até que metade dos pacientes tenha metástase e metade não. Sem enzalutamida, esse período é de 14,7 meses; com enzalutamida, leva mais tempo para chegar até a mediana que é de 36,6 meses. Uma diferença de 21,9 meses.[i] Aperte o botão Controle e, ao mesmo tempo, clique encima do endereço abaixo para ver os gráficos.
https://infogram.com/revisando-o-efeito-da-enzalutamida-1hke600081m065r
Lembrem que isso é até a primeira metástase detectável.
O tempo até o PSA voltara a crescer é outro objetivo. Quanto mais tempo, melhor. Sem tratamento, na mediana o PSA cresce em menos de quatro meses. Com enzalutamida é muito mais: 37,2 meses, mais de três anos [P< 0,0001].
São excelentes resultados, mas há efeitos colaterais e alguns deles fazem com que os pacientes desistam do tratamento.
GLÁUCIO SOARES IESP/UERJ
[i] A diferença é significativa no nível de P< 0.0001.
enzalutamida,terapia hormonal,metástase,metástase do câncer da próstata,metástase e morte,PSA,PSA e sobrevivência
Tuesday, January 16, 2018
DECLÍNIO DO PSA DEPOIS DA TERAPIA HORMONAL E SOBREVIVÊNCIA
Na primeira leva de tratamentos do câncer da próstata, o objetivo, claro, é a cura. Cirurgia, radiação e vários outros tratamentos são usados nesse momento, isoladamente ou em combinação. Se, esgotados esses recursos, o câncer não for curado, a maioria dos médicos considera que o câncer não pode mais ser curado. Nos Estados Unidos, essa situação é comunicada como parte de um dever de oficio; além disso, suspeito que os pacientes americanos fuçam a internet mais do que os brasileiros.
Há dois importantes senões nesse momento:
· Isso não quer dizer que os pacientes vão morrer deste câncer. Em verdade, a maioria morre de outras causas;
· Os tratamentos passam a ter outros objetivos, como parar, postergar o avanço do câncer ou reduzir a velocidade desse avanço, reduzir dor e desconforto nos casos mais adiantados etc..
Os tratamentos mudam e dependendo da existência – ou não – de metástase e da agressividade do câncer, muitos pacientes podem ser acompanhados sem tratamentos mais pesados ou invasivos. Caso contrário, um tratamento comum é o hormonal que busca reduzir os níveis de testosterona. O tratamento pode ser “mono”, sozinho ou combinado.
Uma pesquisa recente mostra que a redução do PSA nos sete meses (nada de magico nesse número – poderiam ser seis meses, dez meses etc.) após o inicio do tratamento se correlaciona intimamente com a sobrevivência. Se o PSA baixar a 0,2 ng/mL ou menos as perspectivas são muito melhores se comparadas com os pacientes cujo PSA era de 4 ng/Ml ou mais. O risco de morte era 82% menor. Boa notícia para mim, porque o meu PSA baixou a 0,05 ng/Ml.
Para entender bem o próximo resultado é preciso ter uma noção do que é mediana. Se você ordenar os pacientes de acordo com a sobrevivência, a mediana é o número de meses que separa a metade que viveu menos da metade que viveu mais. A mediana da sobrevivência (em meses) dos que baixaram o PSA a 0,2 ou menos é muito menor do que o grupo cujo PSA ficou em quatro ou mais após sete meses do inicio do tratamento. No grupo com PSA mais alto a mediana da sobrevivência foi 21,6 meses. Metade desses pacientes morreu antes de 21,6 meses do início do tratamento. A outra metade morreu depois ou não havia falecido quando a pesquisa foi encerrada. No grupo cujo PSA, depois de sete meses, estava em 0,2 ou menos, metade morreu antes de 72,8 meses, mais de seis anos, e a outra metade ou morreu depois ou continuava viva quando a pesquisa foi encerrada.
É uma diferença muito grande.
A pesquisa incluiu uma mistura de pacientes que só foram tratados com a terapia hormonal e de pacientes que, além da terapia hormonal, fizeram, também, quimioterapia. Nessa nota comparo, apenas, os que fizeram a monoterapia hormonal.
O artigo foi publicado no Journal of Clinical Oncology.
GLÁUCIO SOARES IESP-UERJ
terapia hormonal,terapia hormonal combinada,sobrevivência com tratamento hormonal,sobrevivência de câncer de próstata
Wednesday, January 10, 2018
O câncer da próstata “dá” em cachorros?
A função de Piper era discreta, mas importante. Piper estava encarregado de afugentar animais, particularmente pássaros, das imediações das pistas do aeroporto onde trabalhava, em Michigan. Os choques de aviões com pássaros já causaram milhares de quase acidentes e alguns acidentes. A aterrissagem e a decolagem são os dois momentos mais vulneráveis de um vôo. Piper era um segurança exemplar e era amplamente reconhecido no mundo dos treinadíssimos cães de segurança.
Piper morreu na semana passada, depois de lutar durante um ano contra um câncer da próstata. Embora o câncer tivesse sido diagnosticado no início de 2017, Piper trabalhou alegremente até poucos dias antes de morrer. Dez horas por dia.
No Natal ainda estava protegendo os viajantes.
Há uma elaborada mitologia popular sobre esse câncer. Primeiro, não afeta somente seres humanos; também afeta outros mamíferos.
Segundo, embora seja muito mais comum entre idosos, também afeta homens maduros. Em casos raríssimos afeta até crianças. A prevenção é a nossa arma mais eficiente.
Finalmente, não é um produto da civilização contemporânea e de suas contradições. Já foi encontrado nos ossos de múmias multimilenárias. São casos avançados, com metástase óssea. Não são mais frequentes porque a esperança média de vida era inferior às faixas etárias mais vulneráveis ao câncer da próstata.
Piper evitou sustos, ferimentos, possivelmente vidas.
https://www.washingtonpost.com/…/rip-piper-a-heroic-dog-w…/…
https://www.cbsnews.com/…/piper-the-airport-dog-loses-batt…/
https://www.cbsnews.com/…/piper-the-airport-dog-loses-batt…/
RIP Piper, a heroic dog who kept airport runways safe
Two years after the border collie went viral, he chased his last snowy owl from the Michigan airport where he worked.
WASHINGTONPOST.COM
cachorros detectam câncer na urina,câncer agressivo da próstata,Piper,cães de segurança,câncer em hominídios,câncer há cinco mil anos
Tuesday, December 12, 2017
Propina para um ou bolsa para dois milhões?
Vimos, hoje, a notícia a respeito da propina recebida por um funcionário da Receita Federal – a bagatela de 160 milhões. O Globo (G1) que, creio, não pode ser acusado de esquerdista, comunista etc. e tem uma competente equipe de repórteres e de revisores, informa que “Grupo dos irmãos Batista teria pago R$ 160 milhões para agilizar liberação de créditos tributários.” Essa é a propina total, paga ao longo de vários anos, a um fiscal da Receita. A delação foi feita pelos responsáveis pela própria JBS.
Há, da parte da direita mais sectária e mal informada, a impressão de que o Bolsa Família seria um programa caríssimo e muito mal administrado.
Nem um, nem outro.
Em 2015, o custo total do programa foi cerca de 27 bilhões de reais. Um pouco mais de meio por cento do PIB. No mesmo ano, as renúncias fiscais (impostos de que o Estado abriu mão), programas que alguns, ironicamente, chamam de “Bolsa Empresário”, equivaleram a 400 bilhões de reais em 2017. A fonte não é Granma, jornal oficial do PCC (cubano). É, uma vez mais, o insuspeitíssimo G1. Claro que há partes válidas no argumento de que as renuncias fiscais contribuem para combater a recessão etc.
O Bolsa Família tem benefícios; porém, muitos não dispõem dessa informação. É fácil aceitar dois desses: a elevação do nível educacional das crianças das famílias beneficiadas e uma redução dos gastos médicos graças a redução da fome e da desnutrição. E há quem defenda, com dados e seriedade, que o Bolsa Família tem um expressivo efeito multiplicador.
Porem, o meu foco não é esse. Voltemos à noticia de hoje, dos 160 milhões que teriam sido recebidos por um funcionário corrupto da Receita.
Comparemos com o Bolsa Família: quanto recebem os beneficiados? Quem são eles? Quem pode receber?
Busque a informação na Caixa Econômica: para participar, é preciso que a família esteja em situação de pobreza ou de extrema pobreza. As famílias devem ter renda mensal de até R$ 85,00 por pessoa (extremamente pobre) ou que sejam pobres, com renda mensal entre R$ 85,01 e R$ 170,00 por pessoa (pobre).
Se você, que pertence à classe média e mora no Rio de Janeiro (ou cidade equivalente) teve que pedir o almoço por entrega e um refrigerante, você gastou a renda mensal de uma pessoa extremamente pobre. Essa pessoa recebe do PBF aproximadamente a mesma quantidade, 85 reais.
Voltemos ao nosso possível corrupto da receita. Quantas pessoas seriam ajudadas pelo PBF com o que parece que o nosso corrupto recebeu de propina?
Só a propina equivale a 1.882.352 bolsas. Chegando perto de dois milhões de bolsas. Só esse ladrãozinho e seu grupo (se é que, realmente, receberam propina da JBS – tudo sujeito a confirmação) recebeu o equivalente ao benefício anual de 156.863 pessoas paupérrimas.
Essa é a medida da corrupção e das injustiças que elas representam.
Para visualizar melhor, encha o Beira Rio, o Engenhão, o Pacaembu e o Independência com pessoas muito, muito pobres, subnutridas, em andrajos, beneficiários do Bolsa Família. Aquela pessoa, ou aquele grupinho, afanou o equivalente à renda anual de todas essas pessoas.
Se você ainda acredita que o Bolsa Família é o principal erro, um problema dos mais sérios do Brasil, e que a corrupção é coisa pouca...
GLÁUCIO SOARES IESP-UERJ
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Tuesday, December 05, 2017
PRESERVANDO O NOSSO CÉREBRO
O cérebro parece um músculo: exercitando-o se desenvolve; deixando parado, se atrofia.
Infelizmente, não é bem assim. Se fosse, os mundos acadêmico e intelectual estariam recheados de atletas olímpicos, cognitivamente falando. Porém, somos todos suscetíveis à demência e ao mal de Alzheimer’s.
O que não quer dizer que exercitar o cérebro seja inútil.
Uma pesquisa, que foi financeiramente apoiada pela Alzheimer’s Society da Grã-Bretanha, mostra que o que chamaram de Cognitive Training (CT), o treinamento cognitivo, pode contribuir para a prevenção da demência e para a manutenção das funções cognitivas em nós, coroas.
Como foi feita essa pesquisa?
Que resultados apresentou?
Primeiro, a pesquisa foi feita online, pela internet. Isso barateou enormemente o seu custo. Imagine como poderia baratear o custo do CT – para milhões de idosos brasileiros!
Seguiram um procedimento padrão: sortearam os participantes, adultos com mais de 50 anos, em três grupos: um foi treinado em Procedimentos Cognitivos Gerais; o segundo em Raciocínio e o terceiro pagou o pato: foi o grupo controle. Não foi treinado em nada. O treinamento durou seis meses e foi feito online.
Qual o objetivo principal? Contribuir para que idosos (mais de 60) tomem conta de suas atividades cotidianas, diárias. Continuem razoavelmente lúcidos e responsáveis por si mesmos.
Porém, os autores são pesquisadores e não perderiam essa oportunidade de avançar o conhecimento em outras áreas. A pesquisa tinha objetivos secundários: ver o efeito sobre o raciocínio, sobre a memoria verbal de curto prazo (essa aterroriza os coroas de verdade, >80 anos). Tem mais: recauchutar a memória funcional espacial, a aprendizagem verbal e a vigilância digital. O numero de coroas cobaias era grande: 2.912 com mais de sessenta. A garotada com mais de cinquenta até sessenta era ainda mais numerosa.
E os resultados?!!!? E os resultados?!!!?
Os pacotes de treinamento ajudam! O pacote geral e o com exercícios de raciocínio ajudaram os coroas de mais de sessenta a enfrentar os problemas do cotidiano. Os ganhos no raciocínio começaram mais cedo, em seis semanas; os outros demoraram mais tempo – seis meses.
Um grupo importante era os que já demonstravam algum declínio associado com a idade. São os gagás - como eu provavelmente já sou.
O que aconteceu com eles???
Aleluia! O Bom Deus não excluiu os gagás! Houve benefícios semelhantes aos obtidos pelos não gagás. Todos os grupos (menos o controle, claro) melhoraram.
Uma conclusão se impõe: o treinamento cognitivo online beneficia os coroas de diversas idades. Dentro de limites, mas beneficia. O maior benefício vem do treinamento no raciocínio.
Uma profecia (fácil!) também se impõe: treinamentos como esses e seus benefícios vão demorar a chegar ao Brasil e firmar raízes no país. Aqui tudo se faz através do estado, povoado em boa parte por analfabetos funcionais dedicados somente a aumentar o seu próprio patrimônio.
GLÁUCIO SOARES IESP/UERJ
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PRESERVANDO O NOSSO CÉREBRO
O cérebro parece um músculo: exercitando-o se desenvolve; deixando parado, se atrofia.
Infelizmente, não é bem assim. Se fosse, os mundos acadêmico e intelectual estariam recheados de atletas olímpicos, cognitivamente falando. Porém, somos todos suscetíveis à demência e ao mal de Alzheimer’s.
O que não quer dizer que exercitar o cérebro seja inútil.
Uma pesquisa, que foi financeiramente apoiada pela Alzheimer’s Society da Grã-Bretanha, mostra que o que chamaram de Cognitive Training (CT), o treinamento cognitivo, pode contribuir para a prevenção da demência e para a manutenção das funções cognitivas em nós, coroas.
Como foi feita essa pesquisa?
Que resultados apresentou?
Primeiro, a pesquisa foi feita online, pela internet. Isso barateou enormemente o seu custo. Imagine como poderia baratear o custo do CT – para milhões de idosos brasileiros!
Seguiram um procedimento padrão: sortearam os participantes, adultos com mais de 50 anos, em três grupos: um foi treinado em Procedimentos Cognitivos Gerais; o segundo em Raciocínio e o terceiro pagou o pato: foi o grupo controle. Não foi treinado em nada. O treinamento durou seis meses e foi feito online.
Qual o objetivo principal? Contribuir para que idosos (mais de 60) tomem conta de suas atividades cotidianas, diárias. Continuem razoavelmente lúcidos e responsáveis por si mesmos.
Porém, os autores são pesquisadores e não perderiam essa oportunidade de avançar o conhecimento em outras áreas. A pesquisa tinha objetivos secundários: ver o efeito sobre o raciocínio, sobre a memoria verbal de curto prazo (essa aterroriza os coroas de verdade, >80 anos). Tem mais: recauchutar a memória funcional espacial, a aprendizagem verbal e a vigilância digital. O numero de coroas cobaias era grande: 2.912 com mais de sessenta. A garotada com mais de cinquenta até sessenta era ainda mais numerosa.
E os resultados?!!!? E os resultados?!!!?
Os pacotes de treinamento ajudam! O pacote geral e o com exercícios de raciocínio ajudaram os coroas de mais de sessenta a enfrentar os problemas do cotidiano. Os ganhos no raciocínio começaram mais cedo, em seis semanas; os outros demoraram mais tempo – seis meses.
Um grupo importante era os que já demonstravam algum declínio associado com a idade. São os gagás - como eu provavelmente já sou.
O que aconteceu com eles???
Aleluia! O Bom Deus não excluiu os gagás! Houve benefícios semelhantes aos obtidos pelos não gagás. Todos os grupos (menos o controle, claro) melhoraram.
Uma conclusão se impõe: o treinamento cognitivo online beneficia os coroas de diversas idades. Dentro de limites, mas beneficia. O maior benefício vem do treinamento no raciocínio.
Uma profecia (fácil!) também se impõe: treinamentos como esses e seus benefícios vão demorar a chegar ao Brasil e firmar raízes no país. Aqui tudo se faz através do estado, povoado em boa parte por analfabetos funcionais dedicados somente a aumentar o seu próprio patrimônio.
GLÁUCIO SOARES IESP/UERJ
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Thursday, October 12, 2017
Nova geração de tratamentos hormonais?
A personalização do tratamento do câncer da próstata já está em curso. Personalização significa que a escolha do tratamento leva em consideração características do paciente, inclusive o estágio e o subtipo do câncer.
A Janssen Biotech, Inc., uma empresa farmacêutica, acaba de submeter um novo tratamento, baseado na apalutamida, que se aplicará somente a pacientes cujo câncer já não responde ao tratamento hormonal, mas ainda não apresentam metástases. É uma fatia importante do mercado.
Até o momento, a Food and Drug Administration (FDA), que é quem concede licença a novos medicamentos nos Estados Unidos, não concedeu nenhuma licença que se aplicasse a pacientes com essas características.
O que justifica esse pedido?
Os resultados de uma pesquisa clínica Fase III, chamada ARN-509-003 (SPARTAN) onde compararam os resultados do grupo experimental, que recebeu a apalutamida, com um grupo controle. A empresa considera que a apalutamida é a “nova geração” de tratamentos hormonais - além da abiraterona e da enzalutamida.
Que efeitos foram usados como critérios? O principal foi a ausência de metástases, mais exatamente o tempo que leva até o aparecimento da primeira metástase. A apalutamida promete uma “esticada” na duração desse estagio da doença, que é melhor (ou menos pior) que o seguinte, quando já há metástase. Dada a correlação entre o tempo até o aparecimento de metástases e o tempo até a morte, é provável que também signifique uma esticada na sobrevivência.
Converse com o seu urologista ou oncologista a respeito.
GLÁUCIO SOARES IESP-UERJ
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Thursday, September 28, 2017
Alfred Stepan e a ditadura
Recebi a notícia do falecimento de Alfred Stepan, professor de “government” da Universidade de Columbia, em Nova Iorque, onde ocupava a cátedra Wallace Sayre. Stepan fundou em Columbia o Centro para o Estudo da Democracia, Tolerância e Religião. Stepan foi, também, um dos estudiosos do regime militar no Brasil. Escreveu Os Militares na Política.
Quase acidentalmente, Stepan também influenciou o que se podia e o que não se podia publicar durante a ditadura. Não se podia publicar nada sobre a desigualdade de renda, que cresceu muito nos anos posteriores ao golpe. Creio que foi o Hoffman que escreveu um artigo acadêmico sobre a desigualdade de renda no Brasil que não podia ser publicado, tal a severidade da censura que afligiu o Brasil durante a longa noite de 21 anos por que passamos.Circulou datilografado, quase como um pergaminho religioso. Em palestra, Stepan, já um renomado professor americano, mencionou a desigualdade de forma veemente e um resultado, bem-vindo e inesperado, foi que passamos a poder estudar e publicar a respeito de algo que estava acontecendo e que afetava muito a vida de dezenas de milhões de brasileiros. Não dava mais para esconder. Mas era proibido publicar. A censura era feroz e imprevisível.
Ironicamente, muitos pesquisadores sentíamos uma solidariedade com os colegas que foram oprimidos por Stalin e sucessores na União Soviética que também eram obrigados a datilografar copias de seus trabalhos e suas pesquisas, circulando-as privadamente entre os colegas para receber críticas e comentários, sempre com receio de que acabassem nas mãos de um espia do regime. Eram os suados samidatz.
Essa mesma censura ainda nos impede saber quanta corrupção havia no regime militar. Os escândalos eclodiam, mas eram rapidamente abafados. Hoje, diante da podridão dos últimos governos, muitas pessoas passaram, erroneamente, a romantizar o regime militar. Não viveram aquela opressão, alimentando-se de contos da carochinha. Os que eram jovens adultos quando a ditadura começou ou já morreram ou estão na Terceira Idade avançada.
Por incrível que pareça, a memoria daquele período de trevas em boa parte se perdeu.
GLÁUCIO SOARES IESP-UERJ
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Saturday, September 23, 2017
Aproximando o futuro
Você, ou um ser querido, enfrenta um câncer da próstata. O avanço do câncer preocupa, seja porque está avançando, seja porque pode recomeçar a avançar. Você olha com esperança para as pesquisas, os novos medicamentos que estão sendo testados, novas terapias ETC. Você sabe que a sobrevivência aumentou muito nos últimos dez anos, em parte devido a novos tratamentos.
Porém, você também sabe que muitas pesquisas acabam não produzindo novos medicamentos e que muitas das que alavancam tratamentos mais avançados demoram muito tempo até estarem disponíveis.
Pesquisadores consultados afirmaram que, na atualidade, a duração prevista das pesquisas é de 11,5 a 16,2 anos, calculando amostras de cerca de mil pacientes, com um tempo de recrutamento de cerca de cinco anos. São pesquisas que não beneficiarão muitos dos atuais pacientes, que morrerão antes e não somente de câncer. Nas idades avançadas da grande maioria dos pacientes, muitos morrem - a maioria de outras causas - em quinze anos.
Se você tem esse tipo de preocupação, você vai gostar da notícia abaixo.
Os pesquisadores de um grupo de trabalho chamado
ICECaP acompanharam pacientes durante dez anos – na mediana – e concluíram que há uma correlação muito alta entre a sobrevivência em geral (, chamada de OS, overall survival, incluindo todas as causas de morte) e o tempo que leva até a metástase, em pacientes com canceres localizados.
Em parte, isso é óbvio e esperado. É a metástase que mata. Quanto mais tempo até a metástase, maior a sobrevivência.... Porém, o tempo que leva do aparecimento da primeira metástase até a morte não é sempre o mesmo. Longe disso.
Exemplo: se a metástase for para uma víscera, particularmente para o fígado, a sobrevivência mediana é menor do que a metástase mais comum, que é para os ossos.
Talvez muitas dessas diferenças já estejam embutidas no tempo até o aparecimento da primeira metástase.
A relevância para o desenvolvimento de novos tratamentos e novos medicamentos é que não será obrigatório esperar até que muitos pacientes morram para apresentar conclusões preliminares das pesquisas e submeter esses possíveis tratamentos e medicamentos à apreciação dos órgãos reguladores, que devem aprovar o seu uso para que possam ser fabricados e vendidos.
Terão que esperar menos, em alguns casos, vários anos menos.
Qual o resultado animador? A correlação de Kendall entre a OS, sobrevivência geral, e o tempo livre de metástases (metastasis-free survival - MFS) é altíssima, 0,91. O chamado coeficiente de determinação, R2, é 0,83. A regressão foi entre a sobrevivência geral aos oito anos e a ausência de metástase aos cinco anos.
Confirmada essa associação para vários tipos de pacientes, os medicamentos chegarão às prateleiras três anos antes! É imaginável que esse ganho seja aumentado se essa associação se revelar tão íntima entre medidas com um intervalo maior entre elas.
Tratamos de estender vidas humanas. Se os medicamentos mais recentes estivessem disponíveis três anos mais cedo, dezenas de milhões de anos de vida poderiam ter sido salvos em todo o planeta.
Vale a pena ler mais:
Xie W, Regan MM, Buyse M, et al. Metastasis-free survival is a strong surrogate of overall survival in localized prostate cancer [published online August 10, 2017]. J Clin Oncol. doi:10.1200/JCO.2017.73.9987.
GLÁUCIO SOARES IESP-UERJ
Sunday, March 18, 2007
Friedman AS, Glassman K, Terras BA. Belmont Center for Comprehensive Treatment, Filadélfia, PA USA. "Violent behavior as related to use of marijuana and other drugs" J Addict Dis. 2001;20(1):49-72. Essa pesquisa analisou 612 adultos negros americanos. Havia dados desde o nascimento que permitiram estudar dez tipos de drogas e oito tipos de crimes violentos. Os autores dispuzeram de 51 variáveis para serem usadas como controles. Surpreendentemente, a freqüência do uso de maconha estava associada com a maior probabilidade de cometer crimes usando armas. A única outra droga com associação semelhante é o álcool. O uso da maconha também se associava com as tentativas de homicídio e com colocar outras pessoas em situação de perigo. O consumo de cocaína, crack e maconha estava associado ao tráfico.
Saturday, March 17, 2007
Os exames de câncer de próstata são probabilísticos: somente quando uma biópsia nos dá um resultado positivo (leia-se, com câncer) é que há certeza, ainda assim com aquela pequena margem de dúvida derivada de erros de laboratório. Por isso, os exames são repetidos. Aliás, quando fui operado notei que retiravam meu sangue logo antes da operação. Eu acreditava que faziam isso desde antes, acumulando o sangue durante algumas semanas, mas me informaram que era mais seguro fazê-lo no próprio ambiente de cirurgia, porque eliminava "clerical errors", erros de secretária - colocar o rótulo de um paciente no sangue de outro. A existência de estatísticas adequadas permitia essa conclusão.
Saturday, September 16, 2006
Tuesday, July 11, 2006
Saturday, February 18, 2006
Análise de conteúdo
que coincidência!!! Eu ando interessado em fazer uma análise do conteúdo das leituras dos cursos de pós-graduação (talvez da graduação também) em sociologia e ciência política, além de outra de material escrito (cartas, e-mails etc) vis-à-vis o referendo... Não sei a quantas andas, mas há um programa leve, grátis, TextStat, que fará a contagem das palavras, que podes codificar etc, e faz a concordância também. Continuemos trocando fichinhas. A Marielle, que está nessa lista, deverá participar desse projeto. Aliás, não sei se há outras pessoas interessadas em conversar e ler um pouco sobre análise de conteúdo. Se houver, é bom sinalizar.
Gláucio
Friday, February 17, 2006
A organização dos economistas....
Idéias
Sunday, February 12, 2006
Quem quizer comentar....
Movidos a ódio
Gláucio Ary Dillon Soares
[01/FEV/2006]
Em 26 de junho de 1992, um desempregado chamado Raymond Ratima matou sete membros de sua família em Masterton na Nova Zelândia; um mês antes, o fazendeiro Brian Schlaepfer, de 64 anos, trucidou seis membros da sua família antes de se suicidar, perto de Auckland. Foram exterminadas três gerações da família. Em 1996, Martin Bryant, um australiano de 28 anos com longa história de problemas psicológicos, queria matar turistas. Com um rifle, entrou num restaurante, caminhou calmamente até perto de cada vítima e atirou. Levou e queimou três reféns. Matou 35. Do outro lado do mundo, em Dunblane, na Escócia, no mesmo ano, Thomas Hamilton entrou numa escola primária com duas pistolas, dois revólveres e 743 cartuchos. Fez 105 disparos durante quatro minutos, matando 16 crianças de 4 a 6 anos de idade e um adulto. Se suicidou depois. Em 2002, em Erfurt, na Alemanha, Robert Steinhaeuser, de 19 anos foi expulso da escola à qual voltou, vestido de ninja, com uma Glock de 9 mm, matando 13 professores, dois estudantes e uma policial, se suicidando depois. Havia feito ameaças de morte. Em São Paulo, em 1999, o estudante Matheus da Costa Meira matou três pessoas a tiros num cinema em um shopping.
Há muitas centenas de um tipo especial de assassinos múltiplos, chamados de rampage killers, difíceis de entender, diferentes dos demais assassinos. O número pode ser muito maior. Foram estudados, principalmente, nos Estados Unidos, mas ocorreram em muitos países. A evolução da tecnologia da morte significa que o mesmo assassino que antes matava duas ou tres pessoas hoje pode matar vinte, como argumenta Tom Diaz em Making a killing: the business of guns in America. A letalidade de facas ou espadas é muito menor do que a de armas semi-automáticas: exige proximidade física, dá possibilidade de defesa e de fuga. Alguns rampage killers se encastelaram em pontos privilegiados, como torres de observação, e escolheram em quem atirar.
Os rampage killers diferem dos demais homicidas. Poucos tentam fugir. Um terço se suicida na hora; outros 9% se suicidam depois. A idade faz diferença: poucos jovens se suicidam, muitos dos adultos o fazem. No total, metade morre logo após o crime, por suicídio no local ou alvejado por terceiros, usualmente a polícia.
Essas mortes são imprevisíveis e inevitáveis? Não. Muitos dão sinais que não são reconhecidos; alguns avisam o que pretendem fazer. Não são levados a sério.
Os lugares variam, mas freqüentemente são ambientes onde se reúnem várias pessoas, usualmente públicos, conhecidos dos assassinos. Os estudantes preferem os próprios colegas e professores nas escolas, mas às vezes matam também outras pessoas, inclusive membros da sua família. Talvez a mais tristemente conhecida seja a Columbine High School, onde dois adolescentes mataram treze e feriram 23. Pessoas que foram despedidas ou preteridas em aumentos e promoções matam em seus ambientes de trabalho. Os rampage killers não respeitam ninguém: em Dunblane eram crianças pequenas; um fascista atacou uma creche em Los Angeles. Em Fort Worth, Texas, sete pessoas foram mortas no fim dos cânticos numa igreja. As vítimas do ódio são muitas e diversas.
Matam a esmo dentro de um ambiente escolhido e, dependendo do poder de fogo e da rapidez do atendimento da polícia, podem matar muitas pessoas.
O que causa isso?
Muitos pensam que esse comportamento é estimulado pela violência na TV, no cinema e nos jogos. O New York Times examinou uma centena de casos, dos quais apenas seis tinham claro interesse em vídeo games violentos e outros sete em filmes violentos: não sabemos se são mais ou menos do que a população. Seria uma explicação parcial, pois deixa de fora oitenta e sete assassinos. Porém, também sabemos que a mídia tem um papel importante na divulgação de exemplos: 14% dos assassinos conheciam massacres anteriores. Os rampage killers tiram idéias de algum lado. Essas idéias podem vir de episódios semelhantes, específicos, e não apenas da violência mais genérica na TV, cinema ou jogos.
A pesquisa do Times mostra que familiares, professoras e até profissionais da saúde mental não viram os sinais ou não os consideraram relevantes. As ameaças devem ser levadas em sério: 63% tinham feito ameaças e 54% tinham feito ameaças específicas a membros do grupo que atacaram. James Calvin Brady disse a seus psiquiatras que queria matar gente; eventualmente foi a um shopping em Atlanta e matou muitos. Os problemas mentais se destacam: mais da metade tinham um histórico psiquiátrico sério. Um quarto dos rampage killers deveria tomar remédios psiquiátricos, mas 58% tinham parado de tomar seus medicamentos antes dos crimes - ponto importante, porque vários tipos de doentes mentais, se medicados e tratados, não são nem mais nem menos agressivos do que a população, mas se transformam quando param de tomar os medicamentos. Lothar Adler, estudioso dos assassinos múltiplos, enfatiza as explicações psiquiátricas e a prevenção: em dois casos, soldados alemães que dirigiam tanques saíram catando gente para atropelar. Foram tomadas precauções e, em um quarto de século, não houve repetições.
Esses atos não resultam de um impulso: podem ter um longo período de amadurecimento, mas geralmente são planejados. Há eventos precipitadores: a perda do emprego, que pode ser catastrófica, estava presente em 47% dos casos; os problemas de relacionamento como divórcio ou fim de namoro, estavam presentes em 22%.
Uma percentagem mais alta dos rampage killers esteve nas Forças Armadas ou na polícia, em comparação com os homicidas ''comuns''. Tampouco são predominantemente membros de minorias étnicas, são mais velhos e tiveram mais educação formal. Proporcionalmente, há mais homens do que nos homicídios comuns, embora haja mulheres rampage killers.
Os pesquisadores do Times acreditam que a característica que mais diferencia os rampage killers dos demais assassinos é que eles não tentam nem querem fugir. Dos cem americanos estudados, nenhum escapou: ou morreram ou foram presos.
Comum a todos: são movidos a ódio
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Saturday, February 11, 2006
Pós Graduação
Precursores
Um sumário aguado em Ingles se encontra aqui
A leitura de Morselli gera uma pergunta intrigante: porque Morselli "sumiu" do mapa ao passo que Dürkheim se transformou em um clássico? Existe medalha dedicada a Morselli pela International Academy of Suicide Research, que honra seu pionerismo e competência. Veja o anúncio:
Morselli Medal
Background History
The Academy most distingiushed award is the Morselli Medal, named after Enrico Morselli, late of the University of Genoa School of Medicine. To Morselli goes the credit for the first exhaustive application of statistical and epidemiological methods to the study of suicide. His work, represented in a massive treatise published in 1879, anticipated by eighteen years, the much better known Suicide: A Study in Sociology by Emil Durkheim, which did not appear until 1897. Morselli was therefore the first scientific, statistically informed epidemiologist in suicidology.
In his treatise Morselli addressed the influence of increasing social complexity on suicide, as well as the influence of individual biological and social circumstances, suicidal methods, and treatment of suicidal patients. He emphasized the importance of mental anguish as a major factor in suicide.
He published about 146 papers in the field of psychiatry, 42 in scientific philosophy, 72 in anthropology, 63 in medicine and neuropathology, 60 in psychology, 60 in forensic psychiatry and legal medicine, and 50 on sociological and educational questions. Morselli was the first to describe what we now know as body dysmorphic disorder—he coined the term dysmorphophobia. He
was interested in questions of euthanasia. Like many other scholars of his time, he also concerned himself with psychic research.
The medal was first awarded in 2003 and the first recipient of the medal was Marie Asberg of Sweden in recognition of her pioneering contribution to the biology of suicidal behavior.
(1) Morselli, E (1879) II Suicidio. Saggio di statistica morale comparata. Milano: Dumolard. Vol. 21 of the “Biblioteca Scientifica Internazionale”.– Idem (1881). Suicide. An Essay On Comparative Moral Statistics…Revised and Abridged By The Author For The English Version. London: C. Kegan Paul. – Idem (1881). German version.
(2) Goldney, R (2000) Pre-Durkheim Suicidology. Crisis 21: 181-186
(3) Vidoni, G (1929) Ricordando Enrico Morselli. Archivo Italiano di Psicologia 7: 161-16
(4) Morselli, E (2001) Dysmorphophobia and taphephobia: Two hitherto undescribed forms of insanity with fixed ideas. Trans. L. Jerome. History of Psychiatry, 12: 103-114
Enrico Morselli
1852-1929
Uma introdução moderna ao tema do suicídio, que tu podes baixar
É introdutório e bem organizado. Pode ser lido em primeiro lugar, como preparação. É leitura aconselhada para entender o campo, mas não é leitura obrigatória.
Outros "clássicos" na análise do suicídio
Maurice Halbwachs, Les causes du suicide (1930)
trabalhou num estilo semelhante, quatro décadas depois. Leia e compare algumas partes, que estão disponíveis no Google (clique aqui).
Páginas dedicadas a Dürkheim
uma em Norfolk
outra interessante é
Thursday, February 09, 2006
Integrando Dürkheim, análise de conteúdo e psiquiatria: poetas suicidas e não suicidas: Word Use in the Poetry of Suicidal and Nonsuicidal Poets
Para ver as tabelas clique onde diz Table etc.
O livro de Kay Jamison (o primeiro da lista) é importante para este artigo, mas também os dois livros dela sobre o suicídio, traduzidos para o portugues.
Complicando Dürkheim: Measuring Multiple Dimensions of Religion and Spirituality for Health Research
Religiosidade, IDADE e suicídio
Este é o resumo. Os estudantes precisarão de acesso a esse provedor pago.
Clique aqui
